3.5.07

A Carolina

Era uma vez uma menina chamada Carolina.
A Carolina tinha 9 anos e estava em casa da avó Maria a passar as férias de Verão.
A casa era feita de tijolos e no exterior da entrada tinha algumas heras a subir pelas paredes.
Não era conhecida por quinta porque a avó não lhe dera nenhum nome depois de ficar viúva .
Carolina também gostava dos animais. Sempre que a dona Rosa ia dar a comida aos animais, a Carolina ia com ela para a ajudar.
Mas o que mais gostava era de apanhar framboesas numa floresta ali perto. Todos os dias ia lá apanhar aqueles deliciosos frutos para os comer à sobremesa do almoço.
Numa tarde muito quente a Carolina decidiu ir apanhar framboesas. Farta de seguir os mesmos caminhos, de ver as mesmas árvores, de apanhar as mesmas framboesas Carolina, muito confiante em si mesma decidiu continuar para lá do habitual, naquela quinta sem nome que comprada há cem anos por um antepassado da avó Maria.
Quando Carolina já ia mais adiante decidiu voltar para trás porque já era tarde e daqui a nada escurecia e a avó Maria ralhava com ela.
Carolina já andara mais um bocadinho, quando reparou que não sabia onde estava. Já cansada Carolina encostou-se a um pequeno sobreiro com o numero escrito.
Carolina já tão cansada adormeceu ali encostada ao sobreiro.
Acordou com o sol nos olhos e com um ligeiro som do passarinho a cantar.Estava uma pequena brisa fresca.
Não é que quando Carolina olha para cima viu uma árvore gigante.Para ter a certeza do que estava a ver esfregou os olhos e beliscou-se para ter a certeza que não estava a sonhar.
Levantou-se e viu um bocadinhos mais de perto e reparou que a árvore tinha pelo menos 50 metros de altura.
Depois ainda muito espantada, mais calma, reparou que havia uns pontinhos vermelhos e reparou que eram morangos.
Resolveu voltar para casa e contar tudo á avó Maria.
Andou, andou até encontrar o caminho.
Muito contente contou tudo à avó Maria.
A avó Maria que tinha apanhado um grande susto com aquilo tudo mandou os empregados irem lá apanhar morangos com o material de escalada e um pequeno camião já muito velho.
Quando voltaram traziam cestos e cestos de morangos.


Passado vinte anos Carolina soube que a mãe dela tinha falecido e que ia herdar a quinta.
Desde que a avó Maria morrera a mãe ficara com a quinta e nunca lá mais tinha ido
Foi lá ver a quinta e viu que algumas coisas estavam remedeadas. Viu que as heras tinham sido cortadas.
Quando foi ao banco viu que tinha muito dinheiro na conta; mas reparou que tinha o nome da rua e não tinha o nome da quinta. Como ainda ninguém lhe dera nome Carolina recordou-se no que lhe acontecera há vinte anos e deu-lhe o nome de quinta dos Morangos. Com o dinheiro da venda dos morangos restaurou todos os móveis e pintou a casa.

A quinta dos Morangos passou sempre a passar de geração em geração na família da Carolina.


FIM

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